Servidora do Judiciário distribui gratidão para aplacar dor de profissionais da saúde

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Servidora do Poder Judiciário, com lotação na comarca de Lages, Angelita Barroso participa nesta quarta-feira (9/2), às 20h, de uma live que vai apresentar o trabalho por ela desenvolvido no âmbito do projeto Acolhedor. Iniciativa do Hospital Tereza Ramos, o projeto presta atendimento e amparo aos trabalhadores que atuam na linha de frente no combate à Covid-19, que tanto exige na parte física como emocional dos envolvidos. Angelita, todos atestam, tem tido papel importante no agradecimento aos serviços prestados à comunidade com o oferecimento de um coração da gratidão.

É sobre essa ação voluntária que desenvolve – confeccionar almofadas em formato de coração com tecidos de estampas alegres, preparar um texto com uma mensagem positiva e embalar tudo com muito carinho – que Angelita vai contar na live. “Ouvi a enfermeira que idealizou o projeto em uma entrevista falar da preocupação em tratar as pessoas que cuidaram dos pacientes com Covid. Pensei que o coração da gratidão poderia ajudar de alguma forma essas pessoas”.

Ela já fazia essa entrega aos pacientes que tiveram alta da UTI Covid do mesmo hospital. “Não tenho contato com os participantes do projeto, mas sei o quanto os corações têm um significado grande para eles porque se sentem acolhidos mesmo quando ganham a almofada. Eu fico muito feliz com isso. Poder ajudar é uma das grandes alegrias da minha vida”.

Acolher a dor

O projeto Acolhedor conta com o voluntariado de terapeutas holísticos, psicólogos e psiquiatra de Lages, Florianópolis e São Paulo e uma parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. “Esse grupo acolhe a dor desses profissionais criando laços mais afetuosos com eles”, explica a idealizadora, enfermeira Débora Furlanetto. Como forma de gratidão ao trabalho que os funcionários realizaram e continuam fazendo na instituição, todos aqueles que são atendidos pelo projeto Acolhedor ganham esse mimo.

“Eles se sentem muito reconhecidos e é gratificante ver o brilho no olhar quando recebem a almofada. Já ouvi muitos dizerem que usam no momento de descanso e que a almofada traz conforto em todos os sentidos da palavra”, conta.

Ela lembra como a pandemia foi impactante na vida dos trabalhadores da saúde. “Tivemos momentos difíceis de enfrentamento, vimos cenas de terror e continuamos vendo. Só a gente que está aqui dentro sabe o quanto é difícil, e se não nos unirmos em forma de gratidão e reconhecimento, acabamos despencando”.

“O trabalho de toda a equipe e o reconhecimento da Angelita com o coração da gratidão trouxe um pouco de paz e conforto aos nossos guerreiros. Pois era sim uma guerra contra um inimigo desconhecido”, diz o diretor do Hospital Tereza Ramos, Maurício Batalha Machado. Com essa experiência, o Acolhedor deve ser implantado em definitivo na unidade. “ É um projeto que veio para ficar e somos gratos a todos os parceiros”.

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