Projeto da Cevid discute igualdade de gênero e papel do homem no mundo moderno

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O que é e como é ser homem no mundo moderno, quais são os principais desafios e inseguranças? O que é, afinal, igualdade de gênero? Estas foram algumas das questões discutidas na 2ª edição do projeto Troca de Ideias, realizado em dois dias no mês de setembro. Idealizado pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica (Cevid), do PJSC, o projeto é um espaço de conversa, exclusivo para homens, sobre temas relacionados à saúde, comportamento, paternidade e masculinidades. Um diálogo aberto e franco a respeito de equidade e o papel de cada um na busca de relações mais saudáveis.

A ação deste ano, realizada de forma virtual, foi mediada pelo psicólogo Ricardo Luiz de Bom Maria, da comarca da Capital, e pelo professor e assistente social em Blumenau, Ricardo Bortoli.  Os mediadores usaram “disparados de diálogo”, frases ou perguntas que estimulam a reflexão, como por exemplo: “homem não chora”. Então, a partir daí, os participantes foram convidados a comentar sobre a frase, criando um diálogo movido pela empatia. “É um espaço formativo que busca a criação de um processo de empatia pelo outro, por si mesmo e, principalmente, empatia pelas diferenças”, explica Bom Maria.

Já Ricardo Bortoli ressalta a riqueza da diversidade dos participantes – juízes, analistas jurídicos, assistentes de cartório, entre outros profissionais.  Segundo ele, “a ação é bastante ousada e inovadora e deixou claro como a masculinidade hegemônica, tóxica, muitas vezes reforça a ‘auto violência’”. Para ter ainda mais eficácia, Bortoli considera que o projeto deva ser contínuo.

“A iniciativa”, explica a desembargadora Salete Sommariva, coordenadora da Cevid, “tem o objetivo de sensibilizar, cada vez mais, magistrados e servidores do PJSC em relação à violência contra mulheres e contribuir para a consciência acerca da igualdade entre os gêneros”.

Veja a avaliação de alguns dos participantes:

“Espetacular iniciativa! Pude perceber que a minha rotina, minhas atitudes e estilo de vida estavam afetando, severamente, a minha saúde”.

“O evento foi muito bom, mas curto. Poderia ter ocorrido por mais dias. Os facilitadores foram ótimos. A plataforma pode melhorar”.

“Foi muito gratificante, enriquecedor e um bálsamo na alma saber que não estamos sozinhos em nossas angústias, que minha fala é ajuda e vice-versa. Parabéns pelo projeto, que enaltece nossa Missão e Visão no tocante à humanização da Justiça. Obrigado de coração”.

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