Município de Itajaí reforça cuidados com a dengue

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O Município de Itajaí reforça os cuidados de prevenção com a dengue para reduzir os casos da doença. São quase 90 agentes de combate a endemias da Secretaria Municipal de Saúde nas ruas semanalmente para orientar os moradores e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Somente em 2021, foram realizadas quase 112 mil visitas em casas, comércios, armadilhas e pontos estratégicos.

Além das orientações, os agentes fizeram, neste ano, 61 aplicações de inseticida nos bairros para eliminar o mosquito adulto. O mutirão de limpeza em terrenos baldios também faz parte das ações preventivas do Município. A iniciativa da Secretaria de Obras atendeu três bairros e recolheu mais de 3 mil toneladas de entulho e lixo descartados irregularmente.

Neste ano, o trabalho desenvolvido teve reforço de um veículo do Governo do Estado, que auxiliou na aplicação de inseticida no bairro São Judas para redução de casos de dengue. “Mesmo com essas atividades preventivas realizadas pelo Município, o número de casos passou de 200 neste ano e continuamos encontrando focos positivos nas residências. O apoio da população é fundamental, as pessoas precisam se conscientizar da importância de realizar os cuidados preventivos para eliminar o mosquito transmissor”, destaca Lucio Vieira, coordenador do Programa de Controle da Dengue de Itajaí.

Boletim epidemiológico

Outra estratégia de acompanhamento, prevenção e orientação são os boletins epidemiológicos, publicados mensalmente pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Itajaí, através da Gerência de Controle de Zoonoses, sobre a situação da dengue, chikungunya e zika vírus no município. Neste mês, foi divulgado o quarto informe sobre as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Acesse aqui o boletim. https://saude.itajai.sc.gov.br/c/boletim-epidemiologico#.YLaVk7dKiUl

O boletim aponta que, de janeiro a maio deste ano, foram registrados 194 casos autóctones, 11 casos importados (transmissão fora do município), 09 indeterminados (sem local provável de transmissão) e 19 em investigação.

Além disso, o levantamento contabiliza a notificação de 992 casos suspeitos de dengue na cidade – um aumento de 30% nas notificações em relação ao ano anterior. Destes casos, 233 foram confirmados, 320 descartados, 316 estão sob investigação e 123 são residentes de outros municípios. No comparativo com o mesmo período em 2020, quando haviam sido confirmados 182 casos de dengue, observa-se um aumento de 28% no número de positivos.

O boletim ainda traz os bairros que com maior transmissão de dengue, com destaque para o São Judas com 66 casos positivos. Já em relação ao zika vírus, o relatório informa que não houve registros positivos no período.

Chikungunya

O documento registra ainda o primeiro caso de chikungunya autóctone (contraído dentro do município) em 2021. No período de 03 de janeiro a 29 de maio de 2021, foram registrados 23 casos suspeitos de febre de chikungunya. Deste total, 01 paciente foi confirmado. O bairro São Vicente foi considerado o local provável de infecção pela doença.

A chikungunya é uma infecção viral que pode se apresentar sob forma aguda (com sintomas abruptos de febre alta, dor articular intensa, dor de cabeça e dor muscular, podendo ocorrer erupções cutâneas). A doença pode evoluir para as fases subaguda (com persistência de dor articular) e crônica (com persistência de dor articular por meses ou anos). O que diferencia os sintomas da chikungunya para a dengue é a presença de dores e inchaço articular.

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