Representante do Conass respalda availação do Dr. Vicente que faltou planejamento diante da pandemia

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Presente na reunião virtual da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa realizada nesta quarta-feira, 10, o assessor e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde  – Conass,  Leonardo Vilela, concordou com a análise feita pelo deputado estadual Dr. Vicente Caropreso (PSDB) de que houve falta de planejamento por parte do Governo Federal para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.  Na visão do parlamentar, o Ministério da Saúde  não previu e não agiu para evitar a piora da situação e, diante disso, os municípios e estados estão tomando a iniciativa de comprar vacinas.

Conforme o deputado, mais de 250 secretários municipais de Saúde já aderiam ao esforço da Fecam que poderá resultar na aquisição de 3 milhões de doses da vacina Sputnik V. “Todos os esforços precisam ser direcionados para que o  processo de imunização seja acelerado e não seja paralisado por falta de vacina”, afirmou. Ele também criticou ações do governo federal que estariam dificultando a  compra de vacinas por Estados e Municípios.  “O governo quer continuar a manter a autoridade sobre as aquisições de vacina, criando obstáculos. Enquanto isso, a doença está levando vidas e causando muito sofrimento e prejuízos econômicos. Esse atraso está inclusive aumentando possibilidade de mutação do vírus. Tornando essa doença ainda mais mortal”.

Ao responder questionamento feito pelo deputado Dr. Vicente sobre como avalia o  andamento do processo de imunização no Brasil, Vilela acredita em uma prespectiva otimista, levando em conta a produção plena da vacina Coronavac na fábrica da Fiocruz e sem interrupção no fornecimento de insumos,  é possível que até o final de junho o país tenha disponibilizado 100 milhões de doses, o que significaria 25% da população imunizada.

Para o representante do Conass, a situação da pandemia é gravíssima e que houve falta de planejamento. “A queda no número de óbitos registrada nos meses de outubro e novembro resultou em um relaxamento das autoridades”. Disse ainda que faltou  previsibilidade diante da  piora da situação e interesse na compra de vacinas, citando a recusa de 70 milhões de doses da vacina produzida pelo laboratório Pfizer no ano passado. Além disso, o país não investiu na abertura de canais diplomáticos com a China e a Índia, que são hoje não apenas os grandes produtores de vacina, mas também os principais fornecedores de produtos farmacêuticos.

Restrições

Questionado pelo Dr. Vicente sobre as ações que devem ser tomadas para evitar a propagação do vírus e reduzir a pressão sobre os hospitais nesse momento que se registra a saturação do sistema de saúde em Santa Catarina e em todo o país, Vilela defendeu o emprego de  ações que restrinjam o deslocamento de pessoas e o fechamento das atividades que não sejam essenciais desde que seja concedido auxílio-emergencial para os desempregados e os profissionais autônomos e a isenção ou redução de impostos para microempresários. Acrescentou, ainda, como medida fundamental, o uso de máscara, especialmente a cirúrgica ou a N95, que oferece maior proteção.

O assessor do Conass alertou que os medicamentos  ivermectina e hidroxicloroquina não têm eficácia e ainda podem causar sequelas irreversíveis. Ele lembrou que os próprios fabricantes não recomendam o uso para tratamento da Covid-19 e que médicos e enfermeiro relatam que pacientes que estão indo para a UTI devido ao vírus, afirmam que usaram essas medicações sem sucesso.

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